As informações a seguir são dicas básicas que podem ajudar na criação do seu gatinho.
1. O gato, diferentemente de outros animais, lambe-se constantemente, o que muitas vezes pode ser uma vantagem na medida em que ele toma conta de seu próprio asseio, porém há dois aspectos que necessitam de atenção:
* Quando se lambe, o gato ingere muitos pelos dele e de outros gatos (no caso de mais gatos no ambiente), o que pode causar a formação de bolas de pelo no aparelho digestivo. A sugestão é oferecer ao animalzinho uma ração própria para facilitar a digestão das bolas de pelo ou um suplemento específico.
* Por mais limpa que a casa possa estar aparentemente, o chão é sempre o lugar mais sujo principalmente por que é nele que se deposita a poeira trazida da rua com todos os germes. O que está no chão da casa passa para o pelo do gato que se lambe. Se houver microorganismos e bactérias nocivas, estes fatalmente são ingeridos pelo gato e podem causar doenças e verminoses. As sugestões são: (i) colocar um capacho ‘poderoso’ na entrada da casa e esfregar os sapatos nele para limpá-los toda vez que alguém vier da rua e (ii) utilizar sempre água sanitária ou amonex (Herbalvet ou similar) na limpeza dos ambientes.
2. Como o gato é carnívoro, além de uma ração de boa qualidade, super-premium, que se utilize, pode-se também oferecer, por exemplo, carne de frango cozida na chapa ou no forno (sem temperos) para matar os germes que possam vir a provocar doenças. O mesmo vale para carne ou peixe. Isso é importante para o proprietário que deseja oferecer ao animalzinho algo diferente da ração. Alimentos como chocolate, queijo, pão, biscoitos, salame, etc. NÃO devem constar da lista de petiscos de um gatinho de raça porque podem fazer mal. O gato de raça é criado de uma forma diferente do gato que vive na rua. Tende a ser muito mais sensível e vulnerável devido à sua própria criação.
3. Animal de hábitos noturnos, o gato tende a dormir durante a maior parte do dia, cerca de 16 a 18 horas, daí a necessidade de se compreender e respeitar suas horas de vigília e aproveitá-las bastante curtindo o animalzinho através de brincadeiras e do asseio diário, principalmente com a escova. O gatinho tende em geral a ficar mais alerta no início da manhã e da noite alternando seus ciclos de vigília, adaptando-se à rotina da casa.
4. O gato, como qualquer animal (e todo ser humano), não gosta de tomar remédios. Há a necessidade de se ministrar os remédios na maior parte das vezes de forma líquida (principalmente se houver essa opção) através de uma pequena seringa (sem agulha) que possa conter a quantidade de remédio indicada pelo veterinário. No caso de comprimidos, recomenda-se que esse seja disfarçado na comida, como, por exemplo, envolvido em um pedaço de carne de frango cozida ou em um pouquinho de ração úmida.
5. Gatos adoram carinho na cabeça, especialmente embaixo do queixo, nas bochechas, atrás das orelhas e nas costas. Deitam-se de costas para serem acariciados os gatinhos que confiam em seus donos e têm certeza que sua atitude será muito bem correspondida.
6. Gato adora toca ou qualquer coisa que se pareça com ela, como gavetas, caixas, armários etc. Muitas vezes podem vir a se esconder dentro de uma gaveta deixando as pessoas preocupadas com seu sumiço. Uma caixa de sapatos pode se transformar numa enorme brincadeira para o gato se esconder ou até mesmo dormir.
7. Gato é animal curioso, portanto é importante afastar panelas quentes, deixar ou esquecer disponível alguma coisa que o gato não deve mexer. Ele mexe em tudo e quer saber de tudo. Alguns gatos pulam muito em qualquer lugar, o que significa que os donos devem ter cuidado redobrado para que seus felinos não sofram acidentes.
8. Quem mora em apartamento deve ter uma rede protetora em todas as janelas, pois gatos pulam atrás de passarinhos e borboletas sem avaliar as conseqüências de uma possível queda. Muitas vezes pulam para a morte. Uma janela aberta pode ser fatal. A rede é uma obrigação de quem quer ter um gatinho.
9. Os machos costumam marcar território pela casa assim que entram na puberdade, que varia dependendo da raça e da individualidade de cada um. Há gatos que nunca chegam a adotar esse comportamento, cabendo ao dono aguardar a maturidade e observar. Se o gatinho começar a marcar território, há a necessidade de se fazer alguma coisa para não conviver com o odor. A sugestão inicial é educar o gatinho usando um spray ou líquido repelente para os lugares onde ele marca o território, mas sempre oferecendo uma outra alternativa além da caixa de areia, um jornal, por exemplo, num banheiro ou em área ventilada onde ele atenda sua necessidade de marcação de território sem ser ofensivo às pessoas (depois é só recolher o jornal e jogá-lo no lixo). O procedimento mais extremo é a castração.
10. Gatas não menstruam como as cachorras. Quando entram no cio (período de acasalamento), algumas gatas de certas raças miam muito alto, incomodando as pessoas, especialmente os vizinhos. O que fazer? Uma sugestão para quem ainda não adquiriu ou ganhou seu gatinho seria investigar a raça da gata que se quer. Muitos proprietários optam por castrar a gata para que não tenha mais cios. Os cios geralmente ocorrem nos períodos mais quentes do ano. Gatinhas de algumas raças como a Persa são tão silenciosas e discretas que somente se sabe que estão no cio porque ficam mais carinhosas e querem mais atenção.
11. Gato quieto demais, especialmente filhote, pode ser gato doente. Convém sempre observar seu comportamento para verificar se não está só dormindo. Pode estar com febre ou dor e o dono não saber. Recomenda-se levar o gatinho ao veterinário em caso de dúvida.
12. O período mais difícil na vida de um gato é a infância devido à quantidade de doenças já que os filhotes têm a proteção do colostro da mãe até os 30 dias. Sugere-se então que a melhor idade para se adquirir um gatinho é após os 4 meses ou 16 semanas, quando já tomou todas as vacinas e já está com mais imunidade.
13.Quando o gato é vacinado, ele adquire uma certa imunidade somente em relação às doenças cobertas pela vacina. Porém, a vacinação não evita a contração da doença. O gato poderá vir a ter a doença, porém de forma mais branda. As vacinas não cobrem todas as doenças dos gatos. Se um gato é bem alimentado recebe a nutrição apropriada e tem uma vida saudável, com pouco estresse, a probabilidade de pegar doenças é menor.
14. Gatos não são imunes a fungos (micoses). Há muita probabilidade de um gato ter algum tipo de fungo durante sua vida. Os fatores predisponentes ao fungo são: calor, umidade, o fato de ser filhote, quantidade de pelos, contato com outros gatos. Fungos são problemas de pele e pelo, perfeitamente tratáveis que necessitam de consulta ao veterinário para exame do tipo de fungo, avaliação e recomendação de remédio. Os gatos de pelo longo tendem a desenvolver mais fungos do que os de pelo curto.
15. Não há necessidade de se dar banho em gatos. Os Persas de pelo longo e cara mais achatadinha (extremados) exigem mais cuidados devido à fartura e exuberância da pelagem porque não conseguem dar conta da tarefa. O banho nunca deve ser frio, sempre morno mais para quente. Deve-se sempre começar a partir das patinhas e do rabo devagar até as costas. Usar sempre chumaços de algodão nos ouvidos e secar extremamente bem com toalha e secador de cabelos, do contrário a umidade favorece o aparecimento de fungos.
16. Por mais limpo que seja o gato não se aconselha ninguém, nem mesmo crianças, a dormir com gatos ou quaisquer outros animais. O gato deve ter o espaço dele com a cama dele. Se o gato tem algum fungo, este pode passar para as pessoas. Não é muito bom também respirar pelos de gatos, que podem causar ou piorar alergias.
17. É importante observar que na hora que se adquire um gato por mais jovem que seja sempre haverá o processo de adaptação ao novo ambiente, inclusive no próprio processo de transferência do gatinho do gatil onde nasceu para sua nova casa. Isso causa estresse. Os novos donos têm que ter paciência com a adaptação do gatinho e procurar facilitar ao máximo esse processo. Como? Em primeiro lugar selecionando um ambiente restrito tal como um quartinho ou banheiro, onde ficará a bandeja ou caixinha de areia do bichinho. Deve-se colocar a comida e a água longe do banheiro do bichano, perto de sua caminha. A partir do 2º ou 3º dia, conforme o comportamento dele, deve-se ir ampliando gradativamente o espaço que será permitido para ele circular. Esse processo deve ser desenvolvido aos poucos porque quando o gato sai de um ambiente que conhece bem, ele perde totalmente o senso de direção e fica muito confuso, perde sua auto-confiança e pode ficar ansioso, tímido e estressado. Uns gatos se adaptam mais rapidamente, outros mais lentamente, dependendo de cada indivíduo. Os gatos adultos em geral demoram um pouco mais para se adaptar, porém se essas sugestões forem seguidas o gatinho pode se adaptar em menos tempo e deixar a timidez de lado, convivendo com a família muito bem em um curto espaço de tempo. É importante que o gato se sinta seguro dentro de um determinado espaço para que possa desenvolver seu processo de adaptação tendo suas necessidades básicas atendidas da forma esperada.
18. Enxoval – para se preparar para a chegada do bebê, o futuro proprietário poderá ir aos poucos comprando o enxoval. As peças básicas são caixinha ou bandeja sanitária, granulado sanitário (areia higiênica), ração super-premium, comedouro e bebedouro, brinquedos (ratinhos, bolinhas,etc.), arranhador, caminha, rede de proteção de janelas, escova e pente, dependendo do comprimento do pelo.